Coreia do Norte é acusada de usar pandemia para intensificar repressão

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Por Poder 360 — Um comunicado assinado por Alemanha, Reino Unido, França, Bélgica, Estônia, Estados Unidos e República Dominicana acusa a Coreia do Norte de usar a pandemia de covid-19 para reprimir ainda mais os direitos humanos. O assunto veio à tona em uma reunião virtual da ONU (Organização das Nações Unidas) na última 6ª feira (11.dez.2020).

“As violações dos direitos humanos da RPDC [República Popular Democrática da Coreia, nome formal da Coreia do Norte] representam uma ameaça iminente à paz e à segurança internacionais. O governo da RPDC desvia recursos de seu povo para seus mísseis balísticos ilícitos e programas nucleares”, diz o comunicado.

A Coreia do Norte rejeitou as acusações de abusos de direitos humanos e culpa as sanções da ONU pela “situação humanitária terrível”.

Pyongyang está sob sanções da ONU desde 2006 por seus mísseis balísticos e programas nucleares.

O comunicado lido na reunião de 6ª feira diz que decisões políticas intensificaram o impacto da pandemia.

“A decisão do governo de priorizar seus programas de armas sobre as necessidades de seu povo e seu isolamento da comunidade internacional está inevitavelmente piorando os impactos da pandemia na população norte-coreana.”

De 2014 a 2017, o Conselho de Segurança realizou reuniões públicas anuais sobre abusos de direitos humanos na Coreia do Norte.

Em 2018,o assunto ficou atrás dos esforços fracassados do líder Kim Jong-un e do presidente dos EUA, Donald Trump, para a desnuclearização do país asiático.

Kim e Trump se reuniram 3 vezes desde 2018, mas não fizeram nenhum progresso nos apelos dos EUA para que Pyongyang desistisse de suas armas nucleares.

Em 2019, pelo menos 8 membros do Conselho da ONU pressionaram por uma reunião sobre abusos de direitos humanos, o que fez a Coreia do Norte dizer que considera tal movimento uma “provocação séria” à qual “responderia fortemente”.

Foto: Korea Central News Agency.

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