Residência da UFRN tem infestação de ratos e cupins

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Por: Tribuna do Norte

Ratos, cupins, baratas e mosquitos passaram a ser parte do dia a dia dos estudantes que continuam morando na Residência Universitária Biomédica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Petrópolis, zona Leste de Natal. Atualmente, 36 estudantes residem no local, que fica atrás do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). A maior parte das pessoas que viviam na residência voltaram para seus municípios de origem com a chegada da pandemia, e os estudantes que permaneceram denunciaram à TRIBUNA DO NORTE o cenário de descaso e abandono com o qual precisam conviver diariamente.

Até 2019, a Residência Universitária em questão recebia dedetizações semestrais, que atendiam às necessidades dos alunos. Desde o começo de 2020, no entanto, a situação mudou. Com a chegada da pandemia, muitos dos estudantes voltaram aos seus municípios de origem, e os poucos que permaneceram o fizeram por motivos como falta de acesso à internet para assistir aulas remotas em suas casas originais ou por serem bolsistas e precisarem continuar suas atividades em Natal.

Antes da pandemia, cerca de 800 estudantes residiam em todas as Residências Universitárias mantidas pela UFRN. Com a pandemia, o número foi reduzido para 120.

Com a maioria dos quartos fechados, a situação de abandono se agravou. Diferente da Residência Universitária principal da Universidade, que fica dentro do Campus Central, em Potilândia, na Residência Biomédica não há serviço de limpeza interna, apenas do pátio externo. Os quartos, muitos dos quais foram trancados por seus moradores originais, que não imaginavam que a pandemia iria se estender ao longo de todo o ano, se transformaram em verdadeiros “criadouros de baratas, ratos e cupins”, relatam os estudantes que permaneceram.

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